quarta-feira, julho 11, 2007

VI
















Muros

Feridas teimosas essas que nunca fecham
Perco a língua sempre na mesma hora e local
Nunca acho amparo
Sempre encontro um novo muro

Pode ser velho, recém pintado, alto ou baixo
Quando pulo algum, sempre acabo batendo a cabeça no outro lado
Aí começam a aparecer menos
Mas minha cabeça dói, dói, dói...
Constantemente, eternamente...

R.Miranda

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